sábado, 27 de julho de 2019

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO



Quando escrevi o texto Projeto Pedagógico em Ação, 15 de maio de 2017, com dois anos e meio de curso trazia apenas, no texto, a noção de buscarmos o novo com mudanças, embora fosse assustador, mas se fazia necessário. Naquela época a ideia defendida era apenas para o primeiro projeto elaborado por mim,  logo, pensava que apenas caberia a ele esse tema. 

Retomando a leitura vi que não era bem assim e que tais afirmações se aplica a vida como um todo, sem exceção,  bem como as novas etapas que fui galgando ao longo do curso. Percebi, enquanto lia, que a escrita era uma espécie de analogia para o que estaria por vir. O tempo chegou, e hoje relendo,  embora uma escrita singela, mas repleta de reflexões para o momento que estou concluindo - o estágio.


Se outrora questionava o motivo de estudar Pedagogia, hoje analiso a relevância de se fazer o estágio. Logo, como base trouxe para dentro do planejamento semanal os ensinamentos da Pedagogia da Autonomia, apontados naquela minha primeira escrita e, ao coloca-lo em prática pude perceber em pormenores a sua importância frente aos alunos, e não mais, em um simples projeto, mas que deva ser presente no cotidiano da escola. 

O estágio oportunizou a reflexão com consciência, por conseguinte, despertou a consciência critica, refletindo em uma ação e, dessa ação a transformação. O estágio findou, mas o processo de construção, mudanças, esses são inacabados e perpétuos, pois as pessoas mudam de todas as formas, muda no contato com outras pessoas, porque além de inacabadas elas são incompletas. Toda essa caminhada do estágio oportunizou em um retomada de consciência do eu, o outro e o nós.







INCLUSÃO, APENAS UM DOS PASSOS!!

Realizando uma releitura da postagem Inclusão (15/05/2016) percebi que trazia alguns pontos importantes para ocorrer inclusão na sociedade, como: políticas governamentais comprometidas, conteúdos oportunizados de acordo com as necessidades e limitações do educando, autonomia para as instituições educacionais decidirem as prioridades na questão inclusão.

Atualmente, percebo que são pontos importantes, mas não suficientes para tratar o tema, ou seja, há apontamentos relevantes no tange a prática do dia a dia desses alunos, vejamos: 

Para iniciarmos, vejo importante diferenciar o que almejamos com os alunos especiais, independente do transtorno, necessidades especiais ou laudo, refletimos:

Integração: investe-se na possibilidade de indivíduos com deficiência frequentarem escolas comuns de ensino, cujo o currículo e método pedagógicos estão voltados para crianças “normais”.

Inclusão: muda-se o foco do individuo para a escola. Neste caso, é o sistema educacional e social que deve adaptar-se para receber a criança deficiente.

Para  adequar o ensino às necessidades do estudante com deficiência intelectual aponto para  a inevitabilidade de orientação aos professores, pois é a falta de conhecimento a respeito do tema  que o impedem de identificar corretamente as particularidades desses alunos. Demonstramos ou manifestamos, na maioria das vezes,  uma tendência em  centralizar nossas  preocupações em fatores pessoais como, medo e ansiedade frente à sintomatologia mais do que à criança em si.

Muitos  educadores resistem ao trabalho com crianças especiais  devido a temores em não saber lidar com elas – alias, um aspecto é a ideia distorcida que os professores tem sobre a deficiência intelectual, principalmente quanto à (in) capacidade de comunicação, e essas concepções parecem influenciar as pratica pedagógicas e as expectativas acerca da educabilidade  desses alunos. A dificuldade, em geral, dos professores se apresentam na forma de ansiedade e conflito ao lidar com o “diferente’. Um processo de inclusão mal sucedido pode aumentar os riscos de isolamento, rejeição dos pares e baixa quantidade de amizade.

Uma criança que apresenta deficiência, pode beneficiar-se das experiências sociais, e na medida em  que os conteúdos  vão sendo desenvolvidos e “aprendidos’ por esses alunos, torna-se possível a entrada de novos conteúdos. Em outra palavras, proporcionar à essas  crianças  oportunidades de conviver com outras da mesma faixa etária possibilita o estimulo às suas capacidades interativas, impedindo o isolamento contínuo. Fica evidente que crianças com desenvolvimento típico fornecem, entre outros aspectos, modelos de interação para as crianças especiais , ainda que a compreensão social desta última seja difícil. A interação com pares é a base para o desenvolvimento, como para o de qualquer outra criança.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

GRUPO DE ESTUDOS


Algo que havia escrito nos primeiros semestre da faculdade, através de uma fala do professor Crediné https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6109726530448589034#editor/target=post;postID=3489117833844409695;onPublishedMenu=template;onClosedMenu=template;postNum=59;src=postname  veio a tona meados do semestre passado (2018/2), ou seja  a necessidade de colocarmos em prática o conhecimento adquirido no avançar dos semestres da faculdade, fui percebendo a necessidade de formar um grupo de estudos para repassar aos meus colegas de escola as novidades que permeavam o meu mundo acadêmico, tendo como objetivo registrar dados, curiosidades e comportamentos  das criança e,  em seguida, buscarmos respostas mais elaboradas, não como verdades absolutas, mas como forma de esclarecer duvidas ou oportunizar situações para favorecer o desenvolvimento individual ou coletivo de nossas crianças. Alicerçados nas observações o trabalho fico mais personalizado, ocasionando ao final do ano uma turma de referência na escola.

Tal sucesso só foi oportunizado graças a  iniciativa de formamos um grupo de estudos sem a preocupação de chegar a uma conclusão definitiva, mas com a simples finalidade de construção do saber - conhecimento sem interesse, mas pelo puro prazer de realizar descobertas dos alunos.

Descobrimos que nossa atitude tornou-se uma ferramenta de avaliação para nosso trabalho no cotidiano escolar, sendo suscetível a abertura de outras portas para os novos conhecimentos como troca de saberes. Estudar um tema não necessariamente requer, ao final, uma resposta definitiva, mas valorar o conhecimento de onde chegamos, em que podemos avançar, modificar ou reutilizar, adaptado, para a nova turma de berçário II que chegará.

Plantamos uma sementinha no meio do ano passado e hoje percebo o interesse de outros educadores em juntar-se a nossa ideia como forma de proporcionar a abertura de outras portas para os novos conhecimentos, trocas de experiências e suscitar questionamentos que outrora estavam adormecidos.

MATEMÁTICA


Nesse semestre 2018/2 foi proposto uma retomada para avaliarmos o que havíamos escrito nos quatro primeiros semestres da faculdade, dentro da minha percepção, a atividade serviu para analisar o  que progredir e reencontrar as minhas velhas dificuldades. Se até o momento destaquei fatos que venci, hoje vou escrever sobre a Matemática. De fato houve amadurecimentos significativos, bem como aquisição de maturidade e segurança. Porém nem tudo são flores, há espinhos que não conseguir “podar”, contudo se não cortei os traumas ao menos tomei consciência em que preciso evoluir.

No caso em questão, como já citado acima, trata-se da matemática e o desconforto em desenvolver e aplicar aos meus alunos de berçário II. Talvez a minha dificuldade esteja atrelada a  área em que atuo – monitora de educação infantil.

Embora tenha embaraço em atuar nessa área, ao mesmo tempo penso que para desenvolver um bom planejamento, o mesmo deve abarcar todas as áreas do conhecimento, em especial quando tratamos da matemática cujo o tema é rico para exploração em outros campos.

Hoje tenho consciência da importância da matemática para os níveis da educação infantil, todavia ainda permanece algo desafiador em elaborar atividades nesse campo. E o intuito de rever a postagem http://portfoliolisianenegreiros.blogspot.com/2016/12/o-desafio.html teve como finalidade corrigir que  pouco caminhei nesse tema e que preciso ter um olhar mais cuidadoso e pesquisador para esse território.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

MÚSICA NA EDUCAÇÃO: UM RECURSO A MAIS.


Relendo a postagem http://portfoliolisianenegreiros.blogspot.com/2016/10/musica-na-area-da-saude.ht observei uma escrita ampla da importância da música para as pessoas, no tempo da elaboração desse texto não possuía um conhecimento aprimorado da questão musical para a educação infantil e, hoje retomo o assunto para narrar a minha atual concepção sobre a musicalidade enquanto professora.

Compreendi que a música como linguagem cabe em qualquer lugar, a qualquer momento e não apenas em datas comemorativas ou momentos aleatórios,  sem objetivos e com movimentos repetidos e prontos, pois se assim continuasse me posicionando  estaria fazendo com meus alunos algo mecânico, sem sentido para eles. Tal postura afastaria  as verdadeiras vivências e possibilidades que a música proporciona: prazer, atenção, interação, através de jogos rítmicos, pequenos versos cantados, entre outros. É através da linguagem musical que a criança vivencia:  socialização, afetividade, aprendizagem, coordenação motora e expressão.

Das categorias acima apontadas destaco duas que mais se acentua quando trabalho música na educação infantil, são elas: Afetividade e Expressão, a primeira evidencia claramente as emoções das crianças que são múltiplas e diferenciadas e, nesse momento conseguimos captar os sentimentos individualizados do grupo. Enquanto a expressão corporal nos apresenta manifestação de ideias, o que o coração sente, a mente pensa, e o corpo deseja, logo, a música possui influência direta como meio facilitador, para não dizer bússola,  para a aprendizagem infantil.

Então, se utilizarmos  a música para a aprendizagem, em qualquer nível de escolarização, o processo de envolvimento e desenvolvimento  será natural  e prazeroso e, não algo maçante e massacrante, imposto aos alunos. Consequentemente, quando a educação é proporcionada de maneira tranquila leva criança á compreender/desenvolver as relações de socialização, autonomia, senso crítico, dicção, movimentos, linguagem, raciocínio lógico entre outros.

sábado, 19 de janeiro de 2019

RETOMADA DE REFLEXÃO


‘Convido a todos os colegas, por um instante, para refletirmos sobre nossa conduta como educadores. Afinal... é sempre bom nos avaliarmos, assim como fazemos com os nossos educandos”.

O convite acima foi lançado em 26/06/2016 numa postagem do blog  intitulada  “Vamos refletir”  https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6109726530448589034#editor/target=post;postID=2810612756518886482;onPublishedMenu=template;onClosedMenu=template;postNum=2;src=link . O texto trazia, entre outras,   as seguintes perguntas: Tratamos nossos alunos como de fato nos é ensinado na faculdade?  Sabemos ouvir nossas crianças?  Respeitamos seu ponto de vista? Desejos? Aflições? Talvez pelo cotidiano escolar ser tradicional e sermos exigidos a documentar, registrar e fotografar os alunos em suas atividades, nos preocupamos em olhar apenas para registrar e esquecendo de nos observar enquanto professora em sala de aula. Essa formalidade possui uma dificuldade cotidiana, ou seja, como achar o equilíbrio? Até que ponto essa preocupação em documentar para colocar no portfólio é saudável para ambos o lados?
Apesar de continuar em busca desse equilíbrio, que  é algo constante, há algo mais importante na relação entre professor e alunos, ou seja, quanto  as nossas expectativas em relação a criança deve ser flexível, na medida que nosso papel deve ser de ouvinte, observador e de alguém que busca compreender as estratégias que a criança desenvolver para aprender, de fato todos possui uma forma de desenvolver seu conhecimento, o que as crianças expressam em seu diálogo de modo que o professor possa capta tal ideia e lançar de volta ao aluno como de forma de desafio, proporcionando que  a aprendizagem se torne interessante e curiosa, assim: “ o papel do professor centraliza-se na provocação de oportunidades de descobertas, através de uma espécie de facilitação, de ação conjunta e da coconstrução do conhecimento pela criança. [...] o professor auxilia mesmo quando as crianças menores aprendem a ouvir outros.” (EDWARDS, GARDINI & FORMAN, 2016, P. 153). Contudo, fazer tal intervenção não é algo fácil e,  saber como e onde se fazer presente é algo que vai depender de uma análise  do momento, por isso que é mais importante o professor estar mais preocupado em observar a turma do que fotografar momentos que o próprio julga "fofo", sem uma importância real sobre o ato daquela criança.
Aqui propus uma reflexão em relação a nossa preocupação eM registrar tudo que o aluno faz, muitas vezes sem delimitar uma área para atuarmos. Tal anseio prejudica ambos os lados a  medida que o professor perder a oportunidade de ouvir as questões ou argumentos da criança e, sem  o auxílio daquele empobrece a produção de conhecimentos entre eles, pois a dúvida de uma criança pode levar outras a explorar territórios jamais imaginados ou percorridos. Em suma, “um professor não deve intervir muito e, ainda assim, não deve deixar passar um momento precioso para o ensino” (EDWARDS, GARDINI & FORMAN, 2016, P. 157).
Referencia: EDWARDS, Carollyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança – abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância. Vol. 1, Ed. Penso, 2016

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

DÚVIDAS SANADAS


Relendo uma postagem na interdisciplina de alfabetização em 15/09/15  http://portfoliolisianenegreiros.blogspot.com/search/label/ALFABETIZA%C3%87%C3%83O lancei algumas dúvidas que até então não sabia como responder, tais como manter um ambiente desafiador e motivacional para meus alunos dentro de um universo escolar múltiplos de problemas. Naquela fase dos meus conhecimentos sabia apontar as dificuldades, porém  meios para sanar ou amenizar as mesmas, ainda não dominava.
Hoje retomo a escrita de tal texto, mas com outras perspectivas, oriundas dos avanços nos estudos. Atualmente  tenho a posição de que, o olhar observador,  reflexivo e crítico em relação as nossas  condutas faz toda a diferença em nosso trabalho, embora essas qualidades vigiadas constantemente, ainda nos pegam em erros.

Defendo a postura que o  aluno deve ser desafiado/motivado, para que deseje o saber, e uma forma de criar este interesse é dar a ele a possibilidade de descobrir... de querer saber sempre! E algo acrescentou e respondeu minhas indagações de outrora fundadas na seguinte afirmação “tem a ver, acima de tudo, com a formação  de pessoas capazes de evoluir, de aprender de acordo com a experiência , refletindo sobre o que gostariam de fazer,  sobre o que realmente fizeram e sobre o resultado de tudo isso”. (PERRENOUD, 2002, P. 17).

Analisando o texto escrito 2015 observo que até então não havia me despido da identidade de estudante, onde havia muitas dúvidas e poucas respostas, ainda que nenhuma afirmação seja definitiva, hoje começo a me despir da personalidade de estudante para adotar uma postura de profissional responsável  perante os educandos. Antes  afirmava  minha preocupação  nas  crianças que  tinham mais necessidades de afeto do que conhecimento, atualmente percebo que ambos podem estar atrelado um ao outro na medida que proporcionarmos um ambiente de partilha, contribuições e de respeito na forma como pensam, comunicam e reagem em sala de aula, também faz se necessário a criação de ambientes para que todos possam expressar  seus medos, anseios e emoções. 

A nova profissional que surge já consegue medir a distância entre o que imaginava ser real para ser professora e o que vivenciou nas experiências acadêmicas, não sendo mais possível afirmar que um dia estarei pronta e acabada para exercer o ofício, pois não há uma garantia de que seremos bons professores – educar é uma arte e, como tal, precisa de constante aperfeiçoamento.


fonte:
 PERRENOUD. Philippe. A prática reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razão pedagógica. ed. Artmed, 2002